Se esta é a sua primeira visita a Machu Picchu, é normal ter dúvidas sobre quais são os principais pontos turísticos da cidadela inca. Afinal, estamos falando de um dos destinos arqueológicos mais impressionantes do mundo, localizado na região de Cusco, e que reúne construções históricas, templos religiosos e áreas agrícolas que revelam a grandiosidade da civilização Inca.
Conhecer as atrações mais importantes de Machu Picchu é essencial para aproveitar ao máximo sua visita. A antiga cidade Inca foi cuidadosamente planejada com setores urbanos, religiosos e agrícolas que ainda hoje impressionam pela engenharia e precisão arquitetônica.
Existe muito para ver na antiga cidadela inca, afinal, as ruínas são cheias de detalhes impressionantes e nem os olhos mais atentos conseguem ver tudo. Mas, se você está programando seu tour em Machu Picchu e quer saber qual o melhor circuito dentro sítio arqueológico, precisa conhecer previamente pelo menos as principais atrações de Machu Picchu. São elas:
1- Porta do Sol (Inti Punku)
2- Setor Nobre da Cidade
3- Templo das Três Janelas
4- Templo do Sol
5- Intihuatana
6- Templo do Condor
7- Fontes Rituais
8- Ponte Inca
9- Praça Sagrada
10- Palácio da Ñusta
11- Tumbas Reais
12- Setor Urbano e Agrícola
Conheça agora em detalhes cada uma das atrações de Machu Picchu, consideradas as mais importantes, seja pelo seu papel desempenhado dentro da organização do império ou pelas suas características arquitetônicas.
A Porta do Sol, conhecida em quéchua como Inti Punku, está localizada na parte mais alta da montanha e era o principal ponto de entrada para aqueles que chegavam à cidade pelo Caminho Inca. Além de funcionar como um sistema de controle de acesso, este local possui alinhamento com o sol durante o solstício de verão, reforçando sua importância religiosa e astronômica.
Construído com enormes blocos de pedra perfeitamente encaixados, o templo simboliza os três níveis do mundo andino:
- Hanan Pacha (mundo espiritual)
- Kay Pacha (mundo terreno)
- Ukhu Pacha (mundo subterrâneo)
O Templo das Três Janelas está localizado do lado oriental da Praça Sagrada. Segundo histórias se criou para proteger a civilização Inca dos conquistadores espanhóis. É um edifício magnifico, pelos grandes blocos de pedra que se utilizaram em sua construção, os quais foram polidos e encaixados perfeitamente um com o outro. O templo se encontra na parte baixa do setor residencial Urin Saya.
Formado por somente três paredes sobre uma base retangular e coberto por um telhado fabricado de adobe, os muros se construíram a partir de grandes blocos de rocha maciça talhadas em forma poligonal, deixando espaço para, originalmente, cinco janelas. Hoje em dia só há três delas que indicavam a localização exata da saída do sol.
O Templo do Sol se encontra no setor urbano e se pode acessar através de um enorme portão construído com dupla porta que serviu como medida de proteção. A civilização Inca acreditava que uma posição mais próxima ao sol permitiria um estudo mais aprimorado da astronomia e a realização de melhores rituais religiosos. A observação do sol se complementou com a observação do céu durante as noites, estudando as constelações que brindavam uma informação útil para a agricultura. Abaixo do templo existem cavernas chamadas de Tumbas Reais.
Na parte central, se localizou uma edificação muito importante conhecida como “Torreón”, um tipo de torre de vigia, cujo segmento plano contém o chamado Portão da Cobra, enquanto a parede circular mostra duas janelas de formato estranho. A porta continha toda uma série de enfeites e decorativos elaborados com joias incrustadas e detalhes em ouro. Abaixo de onde foi erguido, foram encontradas pequenas tumbas que abrigavam os cadáveres mumificados de vários membros da alta aristocracia da civilização Inca.
O Intihuatana está localizado na parte mais alta do setor urbano de Machu Picchu. Seu nome em quéchua significa "onde se amarra o sol" e este era precisamente seu objetivo. Com os rituais religiosos dos Incas se evitava o desaparecimento do sol e se garantia seu retorno.
Durante muitos anos foi considerado como um relógio de sol, entretanto esta teoria foi descartada, uma vez que não se pode medir as horas. Porém é possível perceber a posição do sol em seus solstícios, além de proporcionar informação valiosa para a agricultura com respeito ao tempo em que se deveria plantar e colher. Dentro da cosmologia andina o clima poderia ser bom se realizavam os devidos cultos aos deuses com sacrifícios de animais e humanos. Caso contrário, seriam castigados com secas e dilúvios.
O Templo do Condor se encontra localizado dentro do setor urbano da cidadela. O que levou a provar que se tratava de uma rocha para o culto e celebração de rituais sagrados é o fato de que quando o sol ilumina sua sombra toma forma de um condor. Esta pedra foi delicadamente talhada para criar o busto do condor, um dos animais sagrados para os Incas.
Esse animal era uma representação divina de produção e fertilidade, que segundo relatos Incas, ao mover suas asas, formaria grupos de nuvens para provocar a chuva, permitindo assim a fertilização das terras. Na parte subterrânea do templo se localizam os calabouços de Machu Picchu. Essas masmorras foram designadas para aprisionar os inimigos, com o detalhe de que estes não estariam sozinhos, mas sim aprisionados com animais selvagens, como um método de tortura.
As Fontes Rituais se localizam exatamente entre os dois edifícios importantes da cidade: as edificações do Templo do Sol e do Palácio Real. É assim que se conhece este conjunto de tanques de reserva de água, formado por dezesseis fontes, as quais possuíam um alto significado espiritual e apresentavam um fino trabalho de artesanato e alvenaria.
Ao talhar na rocha os diferentes canais e pias que formam este sistema de captação de água, seria sagrado devido às crenças religiosas da civilização Inca. Sua função era de recolher o líquido proveniente de diversos mananciais, os quais se localizavam a vários quilômetros no sistema montanhoso, estes que canalizaram a água proveniente das filtrações de chuva.
A Ponte Inca é uma mostra da importância da arquitetura ancestral dos Andes. Está localizada a oeste da cidade Inca de Machu Picchu em um caminho estreito que nos conduz à cidadela. Está junto a uma montanha de granito, pelo lado esquerdo e pelo direito se encontra um abismo. Está construída sobre uma base de pedra.
Para visitá-la se deve caminhar, desde a casa do guardião, uns 20 minutos, por diferentes trilhas, algumas muito estreitas. O caminho é muito lindo em meio à vegetação e há uma trilha inca definida e restaurada. O caminho permite disfrutar da paisagem, da flora e fauna típicas do lugar, do som das aves e apreciar as borboletas. Essas pontes foram construídas apoiando sobre rochas e troncos na horizontal e atravessados com paus que eram amarrados com cordas de palha, de lã ou de couro e, ao final, cobertas com ramas. A construção de pontes era de vital importância devido à geografia do lugar.
A Praça Sagrada foi designada como um centro político-social do sector urbano. Está rodeada pelo Templo Principal, o Templo das Três Janelas, o Intihuatana, a Casa do Sacerdote e o Templo da Lua. Está rodeada de terraços não destinados para o cultivo, mas sim para receber um grande número de espectadores em todas as celebrações e festas e para albergar diferentes rituais sagrados.
O resto dos edifícios contêm pistas de que a civilização Inca realizava com frequência toda uma série de celebrações rendendo culto às suas divindades. A Praça Sagrada foi o conjunto arquitetônico onde praticavam as diferentes doutrinas da cultura inca em uma infinidade de campos tais como astronomia, astrologia, topografia, geologia, matemática, física e outras muitas outras disciplinas científicas.
A sociedade inca se dividiu por várias classes sociais incluindo altas esferas aristocráticas, segundo a linhagem. Os Ayllus Reais representavam a nobreza de sangue que estaria assim constituída pelos descendentes diretos do rei e que foram denominados como “Panacas”. Esta classe social compreendia a rainha ou “Colla”, as princesas desposadas ou “Pallas”, os filhos da nobreza de sangre e as “Ñustas”, ou princesas não desposadas.
Machu Picchu foi considerado como um lugar sagrado para a civilização Inca e, segundo os historiadores, esse foi um lugar para albergar as princesas virgens do império Inca como princesas do Sol ou Ñustas). Muitas delas foram destinadas para o Inca (imperador). O acesso ao Palácio da Ñusta se dá por um pequeno pórtico localizado na planta alta do palácio, que o conduzirá diretamente a uma antecâmara que se comunica com a torre do Templo do Sol. Nas escavações realizadas neste lugar se descobriu que a maioria dos restos humanos encontrados pertenciam a mulheres.
As Tumbas Reais têm um carácter similar ao das edificações da praça, porém são construções funerárias e se encontram situadas justamente debaixo dela, alinhadas verticalmente com a torre do Templo do Sol. Devido ao trabalho nos diferentes tamanhos que se encontram por toda a câmara foi batizada de Tumba Real de Machu Picchu, pois guardava o corpo do representante de mais alto cargo da nobreza, o rei.
Os distintos talhados na rocha apresentam todo tipo de símbolos sagrados, incluindo uma construção na forma de semicírculo com três níveis que representa o símbolo da Pachamama. As paredes da câmara foram construídas com a finalidade de servir como espaço para a sepultura dos diferentes membros da alta aristocracia, por apresentar quatro nichos incrustados nas paredes, tão grandes como as portas.
O setor nobre da cidade é uma construção importante que dá acesso à zona principal da cidadela onde estão as residências dos governantes. É um grande espaço de vida que serviu de refúgio para o soberano. Originalmente os edifícios tinham seus tetos feitos de palha e com árvores silvestres.
Ao invés de portas para suas casas era suficiente uma corda ou cortina de lã para indicar o acesso proibido e indicava também que não havia ninguém na casa. Este limite de acesso se pode ver em residências de nobres, templos, casas das escolhidas (aclla wasis), etc. Dispunham de sistemas no interior da portada com uma argola superior e amarras nas laterais, como podemos ver nesta porta do Templo do Sol.
Os Incas em Machu Picchu realizaram um trabalho extraordinário de arquitetura que ainda se observa nos centros arqueológicos. A grande planificação e o desenho arquitetônico de Machu Picchu se fizeram possíveis graças à fantástica estruturação em um conjunto de setores urbanísticos que dividiam a cidadela. A cidade necessitou fundar um conjunto de complexos agrícolas para a alimentação da população, como o Setor Agrícola ao sul, com numerosos campos de cultivo e com uma extensão suficiente para poder abastecer a uma crescente população.
Tinham uma técnica de transporte de produtos por mais de oito caminhos que facilitava a comunicação entre as diferentes comarcas. O centro urbano se dividiu em dois setores denominados Hanan (o setor alto) e Húrin (o setor baixo) baseando-se na classe social inca dos residentes do setor. Ambos subsetores urbanos foram divididos em dois eixos divisórios: um eixo principal, formado por uma praça ampla e um eixo formado por uma avenida principal com fontes que proviam água ao complexo.
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