Viagens Machu Picchu

Puno é a capital do estado que leva o mesmo nome, de grande notoriedade mundial graças à proximidade ao lago navegável mais alto do mundo: o Lago Titicaca. A cidade e o lago estão a 3827 metros de altitude e o habitante desta região adaptou-se bem às condições geográficas e climáticas da área. A sua pele cor de cobre resiste à inclemência da geada noturna e ao calor do forte sol diurno. O lago, felizmente, proporciona um microclima ao redor dele, já que o sol esquenta as suas águas durante o dia e à noite esse calor armazenado consegue amenizar as baixas temperaturas, criando uma pequena zona propícia para a agricultura. Além disso, o lago proporciona alimento barato e de acesso fácil a seus habitantes: o peixe.

A geografia de Puno é bastante diferente das demais regiões dos Andes. Grande parte do seu território encontra-se numa planície quase uniforme que varia entre os 3850 e 4000 metros de altitude. O altiplano e o lago são compartilhados com a Bolívia, assim como a língua (o aimará) e o grupo étnico originário da região, os aimarás. Essa estrutura geológica plana está cercada pelas Cordilheiras Real (ao sul, na Bolívia), de Carabaya (ao norte), a oriental (em direção da selva de Puno) e a Marítima Ocidental ou Vulcânica (na divisa dos estados de Arequipa, Moquegua e Tacna). Nas frias pampas de Puno cresce somente o ichu (pasto que nasce acima dos 3.000 metros, nos Andes) que serve para pastagem dos camelídeos sul-americanos que são encontrados nesta região.

Porém, os rios que desembocam no lago Titicaca em Puno também geram uma série de microclimas que permitem o cultivo de certos produtos agrícolas, como a cevada, a aveia e o feijão. O gado também é favorecido por estes microclimas e é possível fazer crescer pastagens para alimentar somente o gado bovino (o mais predominante nessa região).
Os incas (quéchuas) chamavam a região do Titicaca de “Collasuyu”, o lugar de onde se originavam os Colla. Este grupo étnico desenvolveu-se em pequenos reinos (ou “curacazgos”) que habitavam a região antes mesmo do surgimento dos incas e podemos destacar as localidades de Hatuncollla, Lupaca (Chucuito), Paucarcolla, Pacaje e Azángaro.

Os Incas, durante o reinado de Pachacútec, invadiram e conquistaram a região do Collao e derrotaram a autoridade mais importante (a de Hatuncolla), liderada por Colla Cápac. O seu poder se estendia até Arequipa e a parte norte do litoral do Chile. Os incas foram sanguinários com esta localidade para poder persuadir os demais reinos a se renderem ao poder do império de Cusco

Veja abaixo os pontos turísticos a serem visitados em Puno.

PRINCIPAIS ATRAÇÕES

Puno

Os Uros.

Era uma nação que vivia nas ilhas flutuantes do lago Titicaca, mas o último dos seus membros desapareceu deste lugar por volta do século XX.
a Ilha Uros não tinham muitos meios de progredir nas condições que viviam e o turismo até esses anos não era uma atividade importante. Por isso, eles se adequaram à cultura ocidental, indo para Puno ou para outras cidades que pudessem oferecer uma melhor condição de vida.

Normalmente eles falavam o aimará como língua materna (eram collas), mas conheciam perfeitamente o quéchua, idioma que foi introduzido no tempo dos Incas. Utilizavam a totora (espécie de palha ou piaçaba) que cresce naturalmente no lago para fabricar ou tecer as ilhas flutuantes, que ficavam amarradas a essas mesmas plantas debaixo d´água. De tempos em tempos era necessário trocar a totora, já que ela ia cedendo até afundar por causa do sol e do uso diário. Eles se dedicavam à pesca, à caça de aves lacustres e inclusive faziam suas refeições na própria totora, assim como os novos uros fazem atualmente.

Puno

Taquile e Amantani.

Segundo relatos da tradição oral dos Andes, os fundadores do império Inca surgiram no lago Titicaca e talvez seja por isso que os quéchuas tenham morado nessas ilhas desde então. Taquile é uma das ilhas peruanas do lago, localizada a 35 quilômetros de Puno, onde moram aproximadamente duas mil pessoas de origem, língua e costumes quéchuas, conservando as suas rígidas tradições e um estilo de vida que mantém distância da influência da cultura ocidental. O destaque está em um dos seus costumes: a organização social da ilha está estruturada no coletivismo comunitário.

Durante o período colonial a ilha passou para as mãos do conde espanhol Rodrigo de Taquila (de onde vem o seu nome), que obrigou os seus habitantes a se vestirem como camponeses espanhóis, com o claro propósito de ser o fornecedor e vendedor dessas vestimentas. Por isso os atuais habitantes se vestem de forma diferente dos demais camponeses de outras partes dos Andes peruanos.

 

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Onde fica

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