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Arequipa

  • Arequipa a cidade branca do Peru possui três vulcões e o mais importante é o Misti
  • Plaza principal de Arequipa possui uma excelente obra arquitetônica do seculo XVI
  • Yanahuara lugar adequado para observar a cidade de Arequipa

A cidade branca do Peru

Localizada a 1.000 quilômetros ao sul de Lima nos Andes meridionais e a 2.325 metros de altitude, Arequipa é considerada, assim como Trujillo, a segunda cidade mais importante do Peru. Foi fundada pelos espanhóis no dia 15 de agosto de 1540 e esteve sob a direção do tenente de Pizarro, Don Garcí Manuel de Carbajal, no Vale do rio Chili, com o nome de “Villa Hermosa de Arequipa”. Um ano mais tarde passou a receber o status de cidade através da Real Cédula (ordem expedida pelo rei da Espanha) que data de 7 de outubro de 1541, expedida pelo rei Carlos V. Porém, a região já era habitada a mais de seis mil anos por uma etnia pré-agrícola, como pode ser verificado nas pinturas rupestres de Toro Muerto. Posteriormente, estabeleceram-se civilizações com diferentes graus de desenvolvimento.

Somente com as invasões da cultura Tiahuanaco-Wari, por volta do ano 600 d.C., é que se desenvolve neste vale uma civilização mais avançada, a da nação Collagua, que deu origem às culturas Churajón e Chuquibamba (esta última sob a influência litorânea da cultura Nazca). A palavra Arequipa é composta por dois vocábulos: Are-quipa. Por ser uma expressão quéchua, o seu significado seria, ARI - QUIPAY enquanto que em aimará (ARI), quer dizer “Topo”, QUIPAY “Detrás de”, ou “Detrás do topo”, referindo-se ao vulcão Misti, que contorna a cidade.

Após a sua fundação, Arequipa foi imediatamente povoada pelos conquistadores e colonos espanhóis, sendo a cidade com a maior concentração de hispânicos se comparados aos indígenas de todo o Vice-reinado do Peru. Foi construída utilizando-se uma pedra vulcânica de coloração branca muito comum nesta região, por isso é conhecida também como a “Cidade Branca”. Arequipa, assim como Moquegua e Tacna, está localizada na Cordilheira Vulcânica do Sul, e junto do vulcão Misti (5825 metros). Esse foi o local escolhido para levantar a cidade. Isso faz com que o solo não seja estável, por isso periodicamente ela sofre movimentos telúricos, que ao longo da sua história devastaram a cidade, como aconteceu nos terremotos de 1581, 1584, 1687, 1788, 1868, 1958, 1960 e o mais recente, ocorrido em junho de 2001, entre outros.

A arquitetura colonial de Arequipa é caracterizada pela quantidade de construções religiosas e pelas mansões das autoridades que apresentam fachadas com frontão em curva e alto, como pode ser apreciado na porta lateral da igreja da Companhia de Jesus e da igreja de Santo Domingo. Também são destaques as construções com decoração curvada como nas abóbadas interiores, com pátios ensolarados e planejados a partir do eixo da porta. O ambiente dos quartos interiores com abóbadas de pedra remete aos conventos.

A ausência de materiais como a madeira e a predominância da pedra vulcânica chamada “sillar” deram à arquitetura de Arequipa o aspecto que apresenta hoje, com a utilização de abóbadas nos telhados e nas decorações talhadas na pedra. As paredes são geralmente muito largas por causa dos abalos ocasionados pelos terremotos, veja os pontos turisticos de Arequipa


Praça Principal de Arequipa

Uma das mais belas praças do Peru, ornamentada pela bela Catedral e um jardim de palmeiras. A Praça de Armas de Arequipa tem três grandes portais, onde anteriormente funcionava a prefeitura da cidade, os portais têm uma arquitetura neorrenascentista e estão feitos de granito. No meio da praça fica uma estátua que mostra um soldado do século XVI cuja missão era informar os cidadãos sobre notícias e eventos.

 

Catedral de Arequipa

A Catedral de Arequipa do século VXII foi um dos primeiros monumentos religiosos locais. Construída em 1621, foi atingida por vários terremotos e incêndios para ser reconstruída pelo arquiteto local Lucas Poblete em 1868. Feita de sillar, (pedra vulcânica branca), é considerada como o edifício religioso neoclássico mais importante do Peru. É a única catedral do país que ocupa toda a extensão de uma praça. O púlpito de madeira talhada, suspenso por um demônio com cauda de serpente, foi feito na França e o campanário na Inglaterra. O altar principal, assim como as doze colunas que representam os doze apóstolos são de mármore de Carrara. É considerada a maior catedral do Peru. Vejas mais informações de Turismo no Peru.

 

Bairro de Yanahuara

A praça central do distrito de Yanauhara é um ótimo lugar para se observar os vulcões que cercam a cidade, tendo alguns deles mais de seis mil metros de altura. Dentre estes vulcões podemos citar o Chachani, Pichu-Pichu e Misti, o mais próximo, estando a apenas 17 quilômetros da praça principal. Nesta praça se pode degustar o famoso “Queso Helado Charito”, que de queijo (queso) não tem nada, só o formato. É um sorvete de baunilha com canela. O curioso é que o gelo utilizado em seu preparo é trazido diariamente do alto de um dos três vulcões mais próximos. Muitos turistas chegam a este imponente mirante para apreciar toda a beleza geográfica e paisagística, acompanhado dos seus lindos terraços, cheios de plantações de alho e cebola.

 

Monastério de Santa Catalina

Monasterio de Santa Catalina

Ocupando um quarteirão inteiro da cidade, o Monastério ou Mosteiro de Santa Catalina foi fundado em 1580 por Dona María de Guzmán, uma rica viúva que tornou-se freira. As primeiras a entrar na Orden de Santa Catarina de Siena foram pobres mulheres créole, filhas de curacas. As noviças ricas traziam confortos domésticos como criados ou viviam como antes, inclusive dando festas. A arquitetura é uma fusão indígena e espanhola que usa sillar. A igreja de Santa Catalina data de 1660, foi reconstruída várias vezes devido a sérios danos causados por terremotos. O projeto original da capela, porém, foi mantido. A longa nave leva ao lltar principal de prata, o qual é adornado com motivos religiosos e fica sob um domo impressionante. Há também um altar dedicado à irmã Ana dos Anjos, que foi madre superior. Um grande órgão alemão tem lugar de destaque no coro elevado, que somente era utilizado em comemorações importantes.

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O vulcão Misti

Vulção Misti em ArequipaO Misti é um dos sete vulcões O Misti é um dos sete vulcões ativos localizados na cadeia vulcânica do sul do Peru, pertencente à zona vulcânica dos Andes Centrais. A altitude do Misti é de 5822 metros. 
Os estudos geológico-geofísicos realizados recentemente mostram que o vulcão Misti tem cerca de 800.000 anos de idade, e está localizado em uma base composta por formações rochosas chamadas de "sillares". Estes silhares podem ser amplamente observados no alcantilado do rio Chili e em toda a planície ao sudoeste da estrada Arequipa-Yura.
Entre os anos de 1440 e 1450, o vulcão Misti entrou em erupção e a raiz disso o Inca Yupanqui fez muitas suplicas à montanha para apaziguar a ira do importante Apu, sem sucesso. Agora que o vulcão tornou-se um nevado o panorama convida a todos a que realizarem trilhas e caminhadas. Além do vulcão Misti existem mais dois vulcões que são o Picchu Picchu e o Chachani, o vulcão mais alto da América Latina.
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A Companhia de Jesus

Apesar de o templo atual ser do ano 1650 a sua construção começou em 1573 por Gaspar Báez e foi destruído pelo terremoto de 1584. Ele possui dois andares e apenas uma torre, uma nave, duas partes laterais, um santuário e um coro elevado. A fachada é imponente graças ao seu estilo mestiço com a decoração estilizada com flora e fauna local e se destaca uma águia bicéfala de Habsburgo. Sobre as molduras foram esculpidas as figuras de Jesus, Maria e José. Nas laterais da figura de São Miguel foram esculpidas conchas, máscaras indignas e uma cabeça indígena com plumas.

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